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Posts Tagged ‘julgamentos’

Todos nós buscamos por algo e esta busca reflete quem somos, no momento, e o que queremos ser.
A busca tem o objetivo de encontrar o que nos falta ou o que achamos que nos falta. Vivemos vidas e vidas tentando preencher o vazio que acreditamos ter em nós com aquilo que acreditamos que nos falta.
São crenças!
Não há vazio e acreditar que algo ou alguém possa nos preencher é uma ilusão. É certo que algo ou alguém possa nos enriquecer com sua presença, nos proporcionando experiências e aprendizado (se estivermos dispostos, pois isto nós decidimos), mas nada nem ninguém pode nos preencher.
Quando nos acreditamos vazios a sermos preenchidos, nos tornamos artificiais, não somos nós mesmos pois agregamos algo fora de nós e embotamos nossa verdadeira essência. Tudo pode contribuir, mas nada deve ocupar todo espaço, ser o único foco, pois já existe algo lá, já somos completos, podemos ampliar o que já existe, mas não substituir. Inconscientemente é o que tentamos fazer, substituir.
Já ouvimos o termo “vazio iluminador” em relação a pratica meditativa, este termo significa vazio de tudo o que é externo, apenas e totalmente consciente do que há internamente, na essência e nesta pratica nos libertamos de tudo o que está fora, pensamentos e sentimentos correspondentes ao mundo externo e nos concentramos no que está dentro, nós.
E o amor?
Não é certo buscar o amor, um(a) parceiro(a)? Certo ou errado são apenas conceitos, crenças., tudo é aprendizado. Mas certamente,  por buscar o amor no outro, teremos um aprendizado através da infelicidade.  Só podemos ser preenchidos pelo amor que há em nós, o amor do outro não nos preenche, o que a vida e o mundo pode nos oferecer não pode nos fazer feliz se não temos esta felicidade latente e incondicional dentro de nós, se não a buscamos desta forma verdadeira. A sensação de vazio e necessidade de completude se dá por termos perdido contato com nossa própria essência, então queremos que nos completem, que nos tragam algo, que nos façam felizes e realizados. Isto é ilusão! Ninguém, nem nada tem este poder, nem esta responsabilidade. Tentar encontrar um amor que faça isto é focar-se em uma mentira. O amor verdadeiro, a felicidade, a realização só podem existir através de nós mesmos. E o universo conspira ao nosso favor.
Estamos na vida para aprender, vivemos vidas e vidas com o objetivo divino de nos tornarmos seres melhores. Esta é a principal busca da vida, a aprendizagem, aprender a amar mais e melhor, aprender a servir a causa da divindade, que é a evolução. E se conseguirmos fazer isto sendo felizes é muito melhor.
Se digo a mim mesma que não posso ser feliz sem aquela pessoa, sem aquela situação, sem aquela tal coisa, então estarei me fadando a infelicidade, pois condiciono a própria felicidade as coisas externas, coisas fora do meu controle, do meu mundo. E as coisas são como são, não há controle, só posso mudar a mim mesma, como vejo, como me situo, como me sinto, como penso, em relação ao mundo externo. Só posso movimentar o meu mundo interno.
Então, a busca não é externa, mas sim interna, não há deslocamento ou espera na busca, ela é aqui e agora. Então não há vazio a ser preenchido, há uma consciência a ser expandida através do amor e da felicidade incondicionais.
Muitos podem pensar que isto não é possível, é o mesmo que dizer que um bebê nunca  virá a correr por que não sabe andar, mas isto é muito natural, faz parte do seu desenvolvimento, basta o foco, a vontade e a pratica.
Quando sentir-se só e vazio, ou repleto de desejos e frustrações sobre coisas externas lembre-se que há uma LUZ dentro de você, que você é um ser completo e a felicidade e o amor já fazem parte de você, pois fazem parte de sua essência divina. Crie intimidade com sua luz, ela é você.

Namastê!
Isabel Batista
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Fortitute- Jean Paul Avisse

Jean Paul Avisse

Havia numa aldeia um velho muito pobre que possuía um lindo cavalo branco.
Numa manhã ele descobriu que o cavalo não estava na cocheira.
Os amigos disseram ao velho:
– Mas que desgraça, seu cavalo foi roubado!
E o velho respondeu:
– Calma, não cheguem a tanto. Simplesmente digam que o cavalo não está mais
na cocheira. O resto é julgamento de vocês.
As pessoas riram do velho. Quinze dias depois, de repente, o cavalo voltou.Ele havia fugido para a floresta. E não apenas isso; ele trouxera uma
dúzia de cavalos selvagens.
Novamente as pessoas se reuniram e disseram:
– Velho, você tinha razão. Não era mesmo uma desgraça, e sim uma benção.E o
velho disse:
– Vocês estão se precipitando de novo. Quem pode dizer se é uma benção ou
não? Apenas digam que o cavalo está de volta…

O velho tinha um único filho que começou a treinar os cavalos selvagens.
Apenas uma semana mais tarde, ele caiu de um dos cavalos e fraturou as
pernas. As pessoas se reuniram e, mais uma vez, se puseram a julgar:
– E não é que você tinha razão, velho? Foi uma desgraça seu único
filho perder o uso das duas pernas.
E o velho disse:
– Mas vocês estão obcecados por julgamentos, hein? Não se adiantem tanto.
Digam apenas que meu filho fraturou as pernas. Ninguém sabe ainda se isso é
uma desgraça ou uma bênção…

Aconteceu que, depois de algumas semanas, o país entrou em guerra e todos
os jovens da aldeia foram obrigados a se alistar, menos o filho do velho.
E os que foram pra guerra, morreram…

*Quem é obcecado por julgar, cai sempre na armadilha de basear seu julgamento em pequenos fragmentos de informação, o que o levará a conclusões precipitadas.
Nunca encerre uma questão de forma definitiva, pois quando um caminho termina, outro começa, quando uma porta se fecha outra se abre… *

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Quando convivemos muito com os amigos aprendemos seus sinais, a expressão, a ladainha, o “jingle”. Aprendemos a reconhecer, não o pior e melhor, pois o ser humano sempre surpreende, mas o que há de bom e ruim. As mudanças, transformações e renovações, as derrotas e frustrações.
Não observo como julgadora, mas como aluna ávida em aprender sobre tudo, sobre as pessoas, o ser humano, e sobre mim mesma.
Uma das coisas que aprendi, é que na maioria das vezes reconhecemos nos outros, do ruim e de bom, o nosso próprio reflexo, reconhecemos o que já existe em nós, manifesto ou em semente.
Pensando por este ponto de vista, às vezes, é conflituoso, surpreendente e até doloroso aceitar. Não queremos enxergar em nós o mal, a podridão e o lixo que atribuímos aos outros. Para alguns é mais fácil, por consciência, humildade, ou até mesmo por baixa estima e auto piedade. Mas por outro lado vemos também virtudes e atitudes admiráveis que reconhecemos também da mesma forma, pelo reflexo, narcisismo, desejo profundo de ser melhor quando já nós é latente tal ou qual virtudes. À partir daí vem o que pode nos fazer melhor ou pior como seres humanos, o que fazemos com estas informações, o quanto de auto consciência ela pode nos proporcionar se formos bons observadores e atuarmos por parâmetros positivos sejam eles de origem moral, ética, filosófica ou espiritual.
Uma forma negativa é a inveja. Existe a “inveja saudável”, quando sentimos que queremos o mesmo que alguém tem, mas, sem desmerecer as pessoas que já tem o que queremos pra nós. E existe a inveja destrutiva, que atinge a nós mesmos e aos outros, a que nos faz julgar mais merecedores do que os outros das coisas que possuem e que queremos. É claro! Não falo apenas de coisas materiais, mas de tudo. Das coisas mais importantes como saúde, paz, amor, amizade, dons e talentos naturais. As pessoas invejosas ou que por algum motivo passam por este estado de espírito tão “infra”, são pessoas sofredoras que invertem o sentido das coisas, que acham que se os outros forem mais infelizes elas vão se sentir mais felizes, pois ninguém vai ser mais feliz que elas. Então uma série de defeitos humanos é desencadeado, a ira, a luxúria, a cobiça, o orgulho e até mesmo a gula e a preguiça. E cada um pode fazer seu próprio exame de consciência e observar de que forma seu próprio ego faz seu trajeto desencadeando estes defeitos humanos. Em cada ser há o carro mestre, o chefe que origina o desencadeamento.
Todos nós estamos aqui neste mundo para aprender a sermos melhores, o fato de estarmos aqui é que ainda não alcançamos isto, estamos no trajeto cada um em sua própria velocidade. A observação e auto-observação é um exercício que muito auxilia àqueles que querem quebrar a mecânica das coisas, que sabem que são falhos mas querem melhorar. É como dizem: “se quiseres derrotar o inimigo conhece-ô”, e os piores inimigos não estão fora de nós, assim como os melhores amigos também estão dentro.
Observando, aprendendo, não só reconhecendo os inimigos internos, mas também os amigos e aliados que nos ajudarão a sermos vitoriosos sobre nós mesmos, seremos com certeza a cada passo, melhores seres humanos.
Confesso aqui, que esta aprendizagem, a de observar e de auto me observar, fez-me reconhecer um dos meus piores defeitos, quando eu notei que, expressivamente quase batia no peito pra dizer… “ Sou uma pessoa humilde!”… Pois só enxergava tal defeito nas outros pessoas. Então um dia, observando-me, a frase se completou com o sentimento que a expressava… “Tenho ORGULHO de ser humilde!”
Agora tento aprender o que não sabia, o verdadeiro conceito da humildade. Falo em conceito, pois sinto que ainda esta consciência alcançou apenas o meu nível mental. Ainda há um longo trajeto até alcançar a minha verdadeira essência. É conflituoso e há muitas armadilhas, pois um de meus aliados na busca de ser uma pessoa melhor é o próprio orgulho.
Outra experiência foi quando me dei conta de minha própria vaidade, não me permitia cuidados de beleza, justificando que as pessoas do meu convívio deveriam gostar de mim como eu era, ou seja, uma desleixada. Eu mesma queria me achar bela e sensual mal vestida e descuidada, claro que não conseguia, e queria impor isto aos outros e ainda criticava quem era, ao meu ver, muito vaidoso(a). Coloca-se ai também bastante baixa-estima. Tive que começar a pensar em me valorizar mais, me amar, cuidar de mim, e não me achar a tal só por que era “natural”. Pura vaidade!
Em suma, agora eu reconheço a minha vaidade, mas cavalgo nela e não ela em mim, assim como o orgulho, e enquanto não posso me livrar deles e ser um ser humano realmente puro, vou reconhecendo, domando e atrelando como posso estes sentimentos. Com a consciência de que ou domino ou serei dominada e que este “domínio” por vezes é ilusório, mas é melhor tentar fazer algo a me justificar pela ignorância ou omissão e não ter a chance de me transformar em algo melhor.
Mas acredito que reconhecendo esta teia de padrões, fica cada vez mais fácil quebrá-la e um dia, talvez, daqui a algumas reencarnações, poder começar a instituir um verdadeiro ser muito melhor do que sou agora.
A verdade NÃO está lá fora, mas dentro de nós mesmos. O mundo é um espelho.

Isabel Batista 

 

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Quem sabe como se deveria amar?
Existe receita pra tal atitude?
Acho que não existe realmente um “como”, mas com certeza ele se faz presente não apenas em pensamentos, em palavras, mas em atitudes.
Me diga o que você sente quando vê algo que lhe agrada aos olhos e a alma, algo que lhe inspira um bom momento… talvez olhar as flores em um campo, ou um arco-íris, uma criança descobrindo coisas ou brincando. Coisas e pessoas que não tenham em sua mente uma ligação direta com você.
Você olha e admira sem julgar, apenas observando o fluxo da vida e uma boa sensação o toma, acho que esta sensação é o amor incondicional se manifestando. Estas imagens te alcançam o coração sem barreiras, sem impedimentos e te fazem bem.
Mas e se de repente vem uma brisa e carrega até você o pólen destas flores e você começa a espirrar, descobrindo que é alérgico a elas, se o arco-íris some e começa a chover e relampejar, se a bela e inocente criança te atirar um brinquedo e falar … “eu não gosto de você”.

Normalmente ficamos um tanto chateados ou tristes ou frustrados.
E o encanto se rompe se nos identificarmos, se julgarmos… é ruim… é bom…
Por que o amor que sentimos pelas coisas e pessoas fica sempre condicionado a como elas podem nos afetar ou como afetam?
O sentimento existe por que não o expressamos mais, dar mais espaço a ele do que a outros sentimentos como a frustração, a tristeza e a raiva?
O amor merece menos força de expressão que os sentimentos negativos? Se nos faz bem, por que não alimentá-lo mais?
Seria isto uma auto-defesa? Dizemos a nós mesmos, este momento negativo não o quero pra mim nem agora nem nunca. Mas não fomos nós mesmos que o julgamos negativo? O conceituamos assim. E se não o julgássemos assim, nem bom, nem ruim?

Mas a força do amor não é uma defesa contra o mal muito maior?
Apesar de questionar não tenho as respostas, as sinto, mas não consigo ainda alcançar a verdade ou com minhas limitações, por em palavras. Não alcancei as soluções pra poder pô-las em pratica em minha própria vida. Sofro as consequências de deixar o amor ainda esmorecer em mim e deixar outros sentimentos menos importantes tomarem conta do meu coração, de minha alma, e por fim de minhas atitudes. Ainda observo e julgo.
Talvez a resposta esteja em resgatarmos a inocência.

Isabel Batista

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