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Archive for the ‘A Minha Poética’ Category

Ira

Wrath - Marta Dahlig

Na rusga da dor intensa que invade o trôpego coração

Acelera desentupindo as artérias do medo

Torcendo as fibras cristalizadas

Desferindo contra o peito seu pulso violento

O germe acorda e evoca poder

Desabrocha suas rubras pétalas

Vocifera a desordem

Intoxica o invólucro da medula

A carne treme consternada

As garras gestam um desejo crescente

A saliva envenenada corrompe a palavra

As lágrimas ácidas rompem trincheiras amargas

O olhar explode em mil cores quentes e viscosas

Sentidos vermelhos e brilhantes de cólera…

Como o reflexo da adaga sob a sanguínea lua.

Nua, a alma aprisionada se angustia

Debate-se entre paredes do casulo da raiva

Verme faminto é a ira que anima o ego pútrido

É a imagem vislumbrada pelos olhos cristalinos da consciência

A faísca é um sinal!

A catarse o final!

Observo-me…

Ira2

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Lotus of the Eternal Night

Lotus of the Eternal Night

Desci ao abismo

Trilhei caminhos pelo inferno…

Andando sobre crânios e restos mortais

Pedaços de minha contínua metamorfose

E em mais um momento, novamente me desprendia do que era e não mais olho pra trás…

Deixando escorrer de mim o que não mais alimento

Mas ainda em luto e luto pra vislumbrar o que agora sou

Então colhi as conchas que meu mar de lágrimas deixava sobre eles

Desincrustei delas as pérolas de meus sentimentos

E com elas fiz meu colar de lembranças brilhantes como estrelas

Estendi-as no céu de meu coração

E dei nome as constelações do meu ser

Entre elas brilhavam teus olhos que caíram ao solo como sementes

E brotaram

Surgiu uma imensa árvore com muitos frutos

Sentamo-nos eu e tu a saboreá-los

E conversando decidíamos a quem mais iríamos amar daqui em diante…

E tu me olhou com teus olhos de estrela e disse:

A nós mesmos! A todos! E a mais ninguém…

E então eu disse… Certo, Adeus!

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Não sei agora o que sentir, o que pensar…

Sinto em mim um latejar,

Mas lânguida e esquálida ainda estou.

Todos os sentimentos, todas vontades que de mim ou de fora surgir

Digo Não!

Nada pode me parar, me atrasar de me cumprir,

Quero viver o momento de sublimar,

Sentir a metamorfose, o desabrochar.

Esquecer todo o tormento de ter que transmutar,

E em fim apenas me recriar…

 

Me sinto semente em germinação,

Na paz que me sinto e crescer.

A tempestade passou , mas ainda ouço o ressoar do trovão…

 

A umidade fértil me faz refrescar

O intimo árido do meu próprio ser,

Nada agora a oferecer,

Nenhum espaço a conceder,

A não ser ao que lá em meu coração já está…

Quero agora mais me conhecer,

Quero me amar…

Organizar minha mente, o lixo expulsar.

Sentir a alegria da liberdade,

Com sua brisa colorida e perfumada.

Um sabor de mim, agora quero ter…

Quero renascer!

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Em algum momento me encontrei…
Assim… Deslumbrada!
Vendo o brilho sereno das flores e suas almas perfumadas.
A alegria flanava livre.
Eu a sonhar!
A pressentir o amor,
A encontrar…
Véus de brilhos luminosos,
A construir fantasias encantadas.

Em algum momento me encontrei…
Ferida! Rejeitada!
A perceber as sombras degustando minhas dores.
A tristeza me precipitava em lágrimas.
Labaredas negras me consumiam…
Eu prostrada!

Em algum momento me encontrei…
Tecendo forças…
Lancei os véus às labaredas,
Extingui as labaredas com minhas lágrimas,
Sorri serenamente e encontrei meu próprio aroma.
Amor por mim!
Eu a amar!

Em algum momento me encontrei,
Melhor do que antes e grata.
Sempre à despertar!

 

Isabel Batista

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Ousastes sentir o que ainda te é proibido.

Ousastes desejar o que não mereces.

Vertestes de tua alma, em fonte, a sabedoria, mas confundistes a todos que de ti se aproximaram, misturando às águas fétidas e pútridas dos teus infernos.
Soubestes conquistar a quem contigo se iludiu, mas com o tempo demonstrou a verdade, não sabes conservar o que tem valor.
Ousastes expressar palavras de amor, quando este não é forte o suficiente nem por ti mesma.
Tens sido flagelo de corações abertos… Não sabes amar! Não és digna de tal!
Distribuiu dores adocicadas pelas tuas justificativas.
Não sabes doar, és limitada por quanto desconheces o que seja amor verdadeiro.
Teus conceitos absurdos, abmudos, abcegos, abstratos, absolutamente equivocados.
Com muito pouco te confundes. Necessitas de explicações amiúde.
Não te fazes misteriosa. Não proteges dos outros o teu mal, és livro aberto que oferece de tudo um pouco do que és, muito mais do pior, até a quem não merece.
Sim! O abandono é teu legado.
Teu único mérito é aprender mais e melhor a ficar só.
És criatura amorfa na escuridão.
Nada aprendestes que se possa por em prática, és vazia de sentido, repleta de teorias ambíguas.
Não há herói que te possa salvar de si mesma.
Não há esperanças de redenção no universo externo.
Adormeça! É hora de fechar os olhos para esse destino feliz que não te pertence.
Adormeça! Enquanto repousas talvez a maldição expire.
Adormeça para este mundo e trave sua batalha consigo mesma, até que mereças ser um dia, outra vez, mulher amada.
Adormeça este teu ego sórdido e desperte tua consciência para realidade.
Agora és criatura sem saber, se em involução ou evolução.
És ser iludido procurando felicidade fora de si e por isto és…

Amaldiçoada!

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O Varal

Não pude-lhe mostrar o amor…

Meu aroma, minha cor.

Protegeu-se e se esgueirou sob os muitos mantos de sentimentos presenteados.

Não pude-lhe mostrar toda verdade…

Ele preferiu deslumbrar-se com o encanto que causa aos olhos deslumbrados

Sempre pronto a sorrir e despertar algo, é sua necessidade.

Humana vaidade.

Em sua mente um varal repleto e enfeitado de afetos conquistados,

Debatem-se eles tentando tomar mais espaço,

Os adornos repelem-se vez ou outra, enciumados

E do coração sopra leve brisa agitando seus troféus,

Uma pulsação sem sentido, sem sentimentos, ao léu

Sem aspirar o perfume de suas fibras

Apenas admirando seus padrões inigualáveis

E ignorando-os vez ou outra para manter a rotina

Sentindo-se rei!

Já possui seu manto “irReal”.

Sou entre eles apenas mais um, algumas listas, petit pois, florzinhas ou trançados

Me pressupus especial!

Iludi-me, sinto-me desbotada e assim já sou para os teus olhos de caçador

Que já mira a próxima nuance de cor

Preferiria cair ao chão num dia de chuva e lágrimas, desintegrar

Somente a ti pertencer

Tornar-me parte de você

Mas preferes deixar-me ao relento de tua vida.

Mas um dia a ventania…

Talvez outrora me sintas o perfume, mesmo que já então, aquecendo outro coração

E refletir… Perdi do varal a minha cor favorita.

Mas nunca se entristecer, pois sempre há outras belas cores…

Mas nunca se descuidar, pois sempre há ventanias…

Mente quem tem certeza do tempo.

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Luminous Wind - Jonathon Earl Bowser

Há multidões dentro de nós …

Muitas vidas, vividas…

Há um Universo em cada ser

Planetas, Pensamentos

Estrelas, Sentimentos

Cometas, Sonhos

.

Quando compartilhamos do que somos…

A luz de nossas Estrelas,

A vida de nossos Planetas

As cores de nossos Cometas

.

E nos revelamos a quem possa apreciar

E apreciamos ao que nos revelam…

.

Eis a Sintonia

A Harmonia

A Sinfonia da Vida

.

Eis a Amizade, o Amor

A expansão de nossos Universos

.

Que queiramos, cada vez mais, nos expandir

Nos unir no Amor em Harmonia e realizar uma vida Feliz

.

Pois Tudo e Todos Somos UM

.

E o UM é o Amor, a Luz, a Energia da Vida,

a Divina Presença manifestada.

.

Somos Vida!

Somos Luz!

Somos Amor!

Somos UM!

.

Namastê!

.

FELIZ NATAL!!!

FELIZ ANO NOVO!

.

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