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Ira Vislumbrada

Ira

Na rusga da dor intensa que invade o trôpego coração

Acelera desentupindo as artérias do medo

Torcendo as fibras cristalizadas

Desferindo contra o peito seu pulso violento

O germe acorda e evoca poder

Desabrocha suas rubras pétalas

Vocifera a desordem

Intoxica o invólucro da medula

A carne treme consternada

As garras gestam um desejo crescente

A saliva envenenada corrompe a palavra

As lágrimas ácidas rompem trincheiras amargas

O olhar explode em mil cores quentes e viscosas

Sentidos vermelhos e brilhantes de cólera…

Como o reflexo da adaga sob a sanguínea lua.

Nua, a alma aprisionada se angustia

Debate-se entre paredes do casulo da raiva

Verme faminto é a ira que anima o ego pútrido

É a imagem vislumbrada pelos olhos cristalinos da consciência

A faísca é um sinal!

A catarse o final!

Observo-me…

Ira2

Angel Touch - Lylias

Ela entrou, deitou-se no divã e disse: “Acho que estou ficando louca”. Eu fiquei em silêncio aguardando que ela me revelasse os sinais da sua loucura. “Um dos meus prazeres é cozinhar. Vou para a cozinha, corto as cebolas, os tomates, os pimentões _é uma alegria! Entretanto, faz uns dias, eu fui para a cozinha para fazer aquilo que já fizera centenas de vezes: cortar cebolas. Ato banal sem surpresas. Mas, cortada a cebola, eu olhei para ela e tive um susto. Percebi que nunca havia visto uma cebola. Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles: tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral de catedral gótica. De repente, a cebola, de objeto a ser comido, se transformou em obra de arte para ser vista! E o pior é que o mesmo aconteceu quando cortei os tomates, os pimentões… Agora, tudo o que vejo me causa espanto.”

cebola

Ela se calou, esperando o meu diagnóstico. Eu me levantei, fui à estante de livros e de lá retirei as “Odes Elementales”, de Pablo Neruda. Procurei a “Ode à Cebola” e lhe disse: “Essa perturbação ocular que a acometeu é comum entre os poetas. Veja o que Neruda disse de uma cebola igual àquela que lhe causou assombro: ‘Rosa de água com escamas de cristal’. Não, você não está louca. Você ganhou olhos de poeta… Os poetas ensinam a ver”.

ruby eye - ftourini

Ver é muito complicado. Isso é estranho porque os olhos, de todos os órgãos dos sentidos, são os de mais fácil compreensão científica. A sua física é idêntica à física óptica de uma máquina fotográfica: o objeto do lado de fora aparece refletido do lado de dentro. Mas existe algo na visão que não pertence à física.

bokeh eye - ftourini

William Blake sabia disso e afirmou: “A árvore que o sábio vê não é a mesma árvore que o tolo vê”. Sei disso por experiência própria. Quando vejo os ipês floridos, sinto-me como Moisés diante da sarça ardente: ali está uma epifania do sagrado. Mas uma mulher que vivia perto da minha casa decretou a morte de um ipê que florescia à frente de sua casa porque ele sujava o chão, dava muito trabalho para a sua vassoura. Seus olhos não viam a beleza. Só viam o lixo.

Deadly red - ftourini

Adélia Prado disse: “Deus de vez em quando me tira a poesia. Olho para uma pedra e vejo uma pedra”. Drummond viu uma pedra e não viu uma pedra. A pedra que ele viu virou poema.

silver moon - ftourini

Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem. “Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. Não basta abrir a janela para ver os campos e os rios”, escreveu Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa. O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido. Nietzsche sabia disso e afirmou que a primeira tarefa da educação é ensinar a ver. O zen-budismo concorda, e toda a sua espiritualidade é uma busca da experiência chamada “satori”, a abertura do “terceiro olho”. Não sei se Cummings se inspirava no zen-budismo, mas o fato é que escreveu: “Agora os ouvidos dos meus ouvidos acordaram e agora os olhos dos meus olhos se abriram”.

Gold eye - ftourini

Há um poema no Novo Testamento que relata a caminhada de dois discípulos na companhia de Jesus ressuscitado. Mas eles não o reconheciam. Reconheceram-no subitamente: ao partir do pão, “seus olhos se abriram”. Vinícius de Moraes adota o mesmo mote em “Operário em Construção”: “De forma que, certo dia, à mesa ao cortar o pão, o operário foi tomado de uma súbita emoção, ao constatar assombrado que tudo naquela mesa _garrafa, prato, facão_ era ele quem fazia. Ele, um humilde operário, um operário em construção”.

Peacock eye in love - ftourini

A diferença se encontra no lugar onde os olhos são guardados. Se os olhos estão na caixa de ferramentas, eles são apenas ferramentas que usamos por sua função prática. Com eles vemos objetos, sinais luminosos, nomes de ruas e ajustamos a nossa ação. O ver se subordina ao fazer. Isso é necessário. Mas é muito pobre. Os olhos não gozam… Mas, quando os olhos estão na caixa dos brinquedos, eles se transformam em órgãos de prazer: brincam com o que vêem, olham pelo prazer de olhar, querem fazer amor com o mundo.

Frozen Star - ftourini

Os olhos que moram na caixa de ferramentas são os olhos dos adultos. Os olhos que moram na caixa dos brinquedos, das crianças. Para ter olhos brincalhões, é preciso ter as crianças por nossas mestras. Alberto Caeiro disse haver aprendido a arte de ver com um menininho, Jesus Cristo fugido do céu, tornado outra vez criança, eternamente: “A mim, ensinou-me tudo. Ensinou-me a olhar para as coisas. Aponta-me todas as coisas que há nas flores. Mostra-me como as pedras são engraçadas quando a gente as têm na mão e olha devagar para elas”.

rainbow eye -ftourini

Por isso _porque eu acho que a primeira função da educação é ensinar a ver_ eu gostaria de sugerir que se criasse um novo tipo de professor, um professor que nada teria a ensinar, mas que se dedicaria a apontar os assombros que crescem nos desvãos da banalidade cotidiana. Como o Jesus menino do poema de Caeiro. Sua missão seria partejar “olhos vagabundos”…

Eye love d you -ftourini

Rubem Alves: A complicada arte de ver

Rubem Alves, 71, educador, escritor. Livros novos para crianças e adultos-crianças: “Os Três Reis” (Loyola) e “Caindo na Real: Cinderela e Chapeuzinho Vermelho para o Tempo Atual” (Papirus).

wind flowers - waterhouse

Um dos contos do Rei Arthur ilustra uma profunda lição sobre o modo como a energia feminina pode ser resgatada para a vida moderna. Retornamos à dimensão mítica da vida para aprender sobre nossa dinâmica psicológica interior.

Em geral, os contos arthurianos são a apresentação de uma nova idéia de cavalaria e nobreza, mas recontam apenas uma libertação parcial da feminilidade de seu cativeiro. Um dos contos, porém está muito adiante de seu tempo (ou estamos muito atrasados em nossa compreensão?) e conta a nobre história de uma transformação da escuridão em luz. É a história de Arthur e a enigmática pergunta:

“ O que a mulher realmente quer ? ”

my sweet rose - waterhouse

O Rei Arthur, em sua juventude, foi pego caçando em propriedade alheia, nas florestas de um reino vizinho e foi apanhado pelo rei. Ele poderia muito bem tê-lo matado imediatamente, pois era essa a punição por transgredir as leis de bens e propriedades. Mas o rei vizinho se sentiu tocado pela juventude e pelo caráter cativante de Arthur. Ele ofereceu liberdade a Arthur se conseguisse encontrar a resposta a uma pergunta muito difícil, em um ano. A pergunta: “O que a mulher realmente quer?”

Isso desconcertaria o mais sábio dos homens e pareceu intransponível para o jovem. Era melhor que ser enforcado e, assim, Arthur voltou para casa e começou a perguntar isso a todos com quem se encontrava.

Rameira e freira, princesa e rainha, sábio e bobo da corte – perguntou a todos, mas ninguém conseguiu oferecer uma resposta convincente. Cada um deles, entretanto, advertiu-o de que existia alguém que saberia: a velha bruxa. O custo seria alto, pois era proverbial no reino que a velha bruxa cobrava por seus serviços preços que arruinaria qualquer um.


Chegou o último dia do ano e Arthur finalmente foi levado a consultar a velha megera. Ela concordou em fornecer uma resposta, que iría satisfazer o rei acusador, mas era necessário discutir antes o preço.

O preço? Casamento da velha bruxa com Gawain, o mais nobre cavaleiro da Távola Redonda e o amigo de infância mais íntimo de Arthur. Arthur olhou a velha bruxa com horror; ela era feia, tinha um único dente, exalava um odor que faria uma cabra adoecer, emitia sons obscenos e era corcunda. Nunca houve uma visão mais repugnante!

Arthur intimidou-se com a perspectiva de pedir que seu amigo de infância assumisse esse terrível fardo por ele. Mas Gawain, quando soube da barganha, julgou que isso não era muito para dar a seu companheiro e para preservar a Távola Redonda.


O casamento foi anunciado e a velha megera ofereceu sua infernal sabedoria: O que a mulher realmente quer?

“Quer soberania sobre sua própria vida.”

Todos souberam, no instante em que ouviram isso, que a grande sabedoria feminina tinha sido enunciada e que Arthur estaria salvo. O rei acusador de fato deu a Arthur a sua liberdade quando ouviu a resposta.


Mas o casamento! Toda a corte estava lá, e ninguém mais dividido entre o alívio e a angústia que o próprio Arthur. Gawain foi cortês, gentil e respeitoso; a velha bruxa externou seus piores modos, devorou a comida de seu prato sem ajuda dos talheres, produziu barulhos e odores hediondos. Nunca antes a corte de Arthur tinha se sujeitado a tal constrangimento. Mas prevaleceu a cortesia e o casamento se realizou.


O casamento poderia ter sido pior, de acordo com o conto, e nós deveríamos descer a cortina de circunstâncias sobre as condutas, exceto por um único e maravilhoso momento. Quando Gawain estava preparado para o leito nupcial e esperava que sua noiva se reunisse a ele, ela surgiu como a mais adorável donzela que um homem poderia desejar ver!

Gawain, assombrado, perguntou o que tinha acontecido. A donzela replicou que porque Gawain tinha sido cortês com ela, ela mostraria a ele seu lado hediondo metade do tempo e seu lado gracioso na outra metade do tempo. Qual dos dois ele escolhia para o dia e qual para a noite?

Essa é uma questão cruel a se colocar para um homem e Gawain fez um rápido cálculo. Ele queria uma adorável donzela para exibir durante o dia, para que todos os seus amigos pudessem ver e uma megera hedionda à noite, na privacidade de seu quarto; ou queria uma megera hedionda durante o dia e uma adorável donzela nos momentos íntimos de sua vida?

Homem nobre que era, Gawain replicou que deixaria a donzela escolher. Ao que ela anunciou que seria uma agradável donzela para ele tanto de dia quanto à noite, já que ele a tinha respeitado e dado soberania sobre sua própria vida.

ophelia - waterhouse

Se a feminilidade foi forçada ao seu modo hediondo, o melhor que um homem pode fazer é manter o respeito e cortesia. Esta é a mágica da transformação que, mais rapidamente do que qualquer outro meio,devolverá o feminino-tornado-sombrio para sua verdadeira beleza.


Esse conto sobre a dinâmica da energia feminina interior é tão importante para os homens que tentam se relacionar com seu lado feminino, como para as mulheres que tentam exteriorizar o núcleo de sua identidade. E é um princípio que não deveria ser perdido nos relacionamentos externos homem-mulher.

i am half sick of the shadows - waterhouse

Com carinho,
Sonia Milano
Trecho do livro: Mistérios do Feminino

Texto retirado do site: Somos Todos Um

Pinturas: John Willian Waterhouse


vida

De onde viemos, como o universo começou?

A ciência está buscando, explicações para o começo do universo, uma delas é a Teoria das Cordas que diz que a unidade fundamental da matéria são cordas vibrando, que ao vibrarem compara-se à música. Enquanto uma corda de violino soa uma nota, as supercordas soam eletrons, quarks, gluons, taurinos e neutrinos, todas as partículas de matéria.


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Poderia-se dizer que a realidade da existência das pessoas e das coisas têm a música na sua unidade fundamental.

Partindo desta idéia eles continuam a buscar repostas mais recentemente com a teoria “M” [Teoria da Membrana] que une a teoria das cordas a idéia de universos paralelos.

A ciência está agora teorizando e chegando a “conclusões” sobre  conhecimentos que já são antigos.

Se quiser conhecer estas atuais teorias da ciência aqui tem um filme bastante elucidativo. [You Tube- BBC]


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Na história da humanidade, agora em termos espirituais, eis como foi salientada para nós a criação e a importância do som…

“No começo foi o verbo”.

O Universo foi criado pela palavra – o Criador não atuou. Ele falou.”Seja feita a Luz!” e a luz foi feita.

Os mais profundos conhecimentos de todos os tempos foram assim velados pelo simbolismo e pelo mito.

Aqueles mestres da antiguidade nos informaram que a formação deste universo, sua manifestação, foi originada do sopro e da palavra do criador – pelo som!

Certos sons produzem combinações de vibrações diferentes no éter. Algumas foram de tão baixa frequência que formaram partículas daquilo que chamamos matéria, ou substância física. Não poderia haver Luz, como a conhecemos, sem as diminutas partículas da matéria no éter, para refletí-la.

A escala de vibração pode ser dividida em:

1º Raios-X e as sutis vibrações da mente;

2º Vibrações da Luz e da Cor;

3º Calor

4º Som

5º Substâncias químicas que constituem o mundo físico.

Pelo estudo de tais teorias, podemos perceber a íntima conexão entre o Som e todas as outras expressões da vida. O som está na parte mais baixa da escala, justamente acima da forma. O som é, portanto, o intermediário entre a idéia “abstrata” e a forma “concreta”. O som modela o éter em formas, através das quais a força correspondente (intenção) tem a capacidade de atuar e imprimir a sua característica na matéria física.

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Este antigo conhecimento pode ser encontrado em muitas culturas da humanidade, na Índia gerou uma prática espiritual conhecida como “mantra“. É o som como forma de transcendência.

Sob a égide do Tantra, a antiquíssima prática de recitação de mantras tornou-se uma arte muito sofisticada. Os ensinamentos tântricos são também chamados de mantra-shânstra, pois o tema sobre o qual mais versam é a “ciência dos mantras”. O Budismo Tântrico do Tibete é chamado de Mantrayâna. a palavra mantra é explicada esotericamente como derivada dos termos manana (“pensamento”) e trâna (“libertação”). Ou seja, um mantra é um pensamento, um instrumento de Intenção consciente.

À semelhança de mundo das formas (onde a escala vibratória acima pode bem exemplificar), o som procede do Absoluto segundo uma série de etapas distintas. O Tantrismo propõe para a fala (vâc, latim vox) um modelo de quatro fases:

1. a suprema” – o som como pura potencialidade, idêntico à pura ideação cósmica do Criador, ou seja, à vontade divina, que nasce da união de Shiva e Shakti. Este é o nível som interior sutil.

2. ”fala visível” – o som como imagem mental anterior ao pensamento. É este o nível do ponto seminal que nasce do som sutil..

3. “fala intermediária” – o som como pensamento, correspondente às matrizes a partir das quais são criados os sons audíveis distintos.

4. “fala manifesta” – o som audível, também chamado “som grosseiro”, etapa final no processo de “adensamento crescente”.

No Oriente, há muitas gerações que os mantras são empregados não somente em contextos sagrados, mas também como palavras mágicas para fins profanos, como a cura, às vezes, a magia negra. Entretanto, são importantes como meios de interiorização e intensificação da consciência até o ponto em que todos o conteúdos desta são transcendidos.

No ser humano temos vibrações de forma natural, nos chakras que são pontos de intersecção entre vários planos e através deles nosso corpo etérico se manifesta mais intensamente no corpo físico. A palavra vem do sânscrito e significa roda, disco, centro, plexo. Nesta forma eles são percebidos por videntes como vórtices (redemoinhos) de energia vital, espirais girando em alta velocidade, vibrando em pontos vitais de nosso corpo.

São sete os principais chakras, dispostos desde a base da coluna vertebral até o alto da cabeça e cada um corresponde à uma das sete principais glândulas do corpo humano e a uma nota musical. Cada um destes chakras está em estreita correspondência com certas funções físicas, mentais, vitais ou espirituais. Desta forma os mantras são usados para equilibrar os corpos deste o mais sutil, até o físico usando como referência o mantra e a nota apropriada para o chakra ou função em desequiliíbrio.


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Repare como as atuais Teoria das Cordas e Teoria “M” assemelham-se, em certos aspectos, com as antigas idéias explanadas de fontes não científicas, mas de conhecimentos espirituais.

Ao abrirmos nossas mentes para o que se apresenta no mundo, as muitas fontes que existem, sejam atuais ou antigas, podemos perceber que espiritualidade e ciência começam a se tornar “uníssonas”. E algum dia serão em toda sua amplitude.

Podemos então, chegar a conclusão de que o som e suas manifestações humanas como a música e a fala, realmente não são apenas uma forma de entretenimento e comunicação, mas uma, já reconhecida, ferramenta de evolução, pois o som faz parte também de nossa essência, de nossa origem. Reconhecer isto, talvez, nos desperte uma melhor utilização das vibrações que nós mesmos compomos( as palavras), e de sua origem (o pensamento), e uma maior compreensão das consequências dos sons a que estamos sujeitos. Alguns deles são negativos e se não podemos nos abster destes sons, ao menos podemos nos equilibrar tendo momentos em que nos proporcionamos sons de boa influência, músicas ou mantras.

Se refletirmos sobre todos estes conhecimentos, teorias que muitos já comentaram e falaram em diversas filosofias, as novas descobertas da ciência e técnicas de uso da música, podemos realmente perceber que o som pode ser utilizado para mudar a realidade de nossas vidas para melhor, pois, se o som é o estágio anterior a forma, ele é o veículo da cristalização do pensamento, cria a nossa realidade, e somos nós então, co-criadores do universo interno e externo.

E foi o Mestre Jesus que disse: “Vós sois Deuses!”

Em todo homem repousa a partícula da divindade do Criador, com a qual pode a criatura terrestre participar dos poderes sagrados da Criação, é de nossa responsabilidade a criação de nossa própria realidade.

o universo em nossas mãos

Muitas pessoas já fazem um bom uso do som aliando a música aos momentos de espiritualidade, as orações, as práticas meditativas, a momentos de relaxamento e alegria. Com certeza têm boas influências vibratórias que as aproximam mais das esferas superiores, de Deus. A música ajuda a canalizar as energias com maior intensidade, pois evoca sentimentos da mesma freqüência.

Mas imagine se pudéssemos ampliar este comportamento e a partir disto termos uma prática constante em ter cuidado com o som e usá-lo da melhor maneira possível, realmente cuidando aquilo que pronunciamos, encontrando maneiras criativas de nos comunicarmos sempre de forma positiva e construtiva, ou em alguns momentos optando pelo silêncio ao invés de pronunciar qualquer coisa negativa que nos prejudique ou aos demais. Nos alimentando constantemente de músicas que nos estimulassem sentimentos de paz, harmonia, alegria, amor ou apenas nos deleitando com o silêncio purificante, deixando fluir de nossa alma o som e a luz interiores.

Recebemos o som desde nossos primeiros instantes de vida. Com o tempo, a percepção sonora tende a se expandir, embora não seja isto o que ocorre com as pessoas ou, pelo menos, com a maioria delas. Muitas pessoas, ao contrário, perdem esta sensibilidade do ouvir, do escutar, com o passar do tempo. Ouvem, mas não escutam. Estamos tão cercados de sons por todos os lados que ocorre, por exemplo, o tal do “mascaramento do som”, ou seja: ouvimos aquilo tudo o que está à nossa volta, inevitavelmente, mas só escutamos aquilo o que nos chama atenção e / ou aquilo o que nos convém.

Expandir e aperfeiçoar nossa percepção audível requer treinamento, atenção e sensibilidade. É difícil encontrar alguém que não goste de ouvir os sons, seja os da própria natureza, seja aqueles produzidos pelo homem. Qualquer pessoa sente de onde “vem” um som, seja uma nota musical, uma explosão, a voz humana ou um simples ruído (conceito de paisagem sonora) e isso inclui pessoas com deficiência ou dificuldade audível ou até mesmo na falta total de audição. Essa percepção deve-se a uma característica fundamental do som, que é sua origem, sua essência: vibrações. E não só de som, enquanto elemento físico, e de vibrações que vive o som.

O som leva à Sinestesia, que é a capacidade pela qual uma mensagem veiculada num determinado código incorpora sensações pertencentes a um outro. É isso o que acontece com o som: o som é uma mensagem que tem cor (visão), tem textura (tato) , tem cheiro (olfato). Através da vibração, de um timbre, sabemos se a música é áspera, macia, calma, branca, azul, multicolor e por assim vai…

Vibração é o som que você não “ouve”. Ou melhor, é exatamente aquele que você ouve com os ouvidos e sente na própria pele e no coração! Acontece que não é só o ar que nos cerca que vibra quando uma onda sonora se propaga. Quase todo e qualquer corpo vibra, mais ou menos, dependendo da densidade, do seu volume, da sua forma e da característica da onda que o atinge.

Cada objeto tem sua característica própria, como o tipo de material de sua composição, sua forma construtiva, densidade etc. Então, cada um tem sua própria freqüência de vibração. Cada um na sua freqüência!

Nosso corpo vibra, nossas células vibram, somos constituídos por átomos, que por sua natureza estão sempre vibrando, dançando, circulando, assim como a dança dos elétrons, a dança cósmica do universo.

Cada pessoa e cada objeto possui a sua “nota chave”. Em outras palavras, a soma de suas vibrações (da pessoa ou objeto, substância física ou material) respondem a uma nota particular, ou acorde, da escala musical. Se a nota ou acorde de uma pessoa for tocado, delicada e melodiosamente, provoca-lhe uma influência curadora e construtiva. Se for tocada ruidosa, áspera e continuamente, provoca uma influência correspondente destrutiva, tornando aquela pessoa doente e infeliz.

Foi dito que as muralhas de Jericó ruiram em virtude desta lei, pois a nota chave das muralhas foi propositadamente soada com o contínuo troar das trombetas, levando assim a sua destruição.

Se uma pessoa conseguir descobrir sua própria nota chave, ou acorde, entoando-a docilmente para si mesma, reviverá como se houvesse uma mágica. A nota chave pode ser apurada ouvindo alguma boa música orquestral. Quando a nota é tocada, provocará uma emoção no seu ouvinte.

evolução da alma

Realmente temos a capacidade de reconhecer muitas coisas pelo som, de forma consciente ou inconsciente. Se formos mais conscientes neste sentido podemos agregar mais este conhecimento que tem fontes por toda nossa volta, para nos compreender melhor e aos outros. Para nos melhorar como seres humanos e contribuir para a elevação vibratória de nosso mundo.

Já dizia Confúcio que “Se quisermos saber em que civilização vivemos devemos analizá-la pelo tipo de música que se escuta.”

Àqueles que realmente desejam tirar os melhores resultados possíveis da vida…

Deveriam evitar todos os ruídos desarmoniosos e todo palavrório supérfluo;

Deveriam alimentar seus seu espírito e nervos com música;

Deveriam cantar seguidamente, procurando ater-se mais ao ritmo e a ressonância do que as notas barulhentas e altas;

Deveriam estudar o tom de suas próprias vozes para obter uma percepção exata de seus próprios caracteres (que podem, no momento, estar em harmonia com a verdade de seu íntimo, com sua essência ou não);

Deveriam cuidar e guardar suas próprias palavras, lembrando que ao falar estão construindo formas definidadas para o bem ou para o mal, que perduram no éter e que se ligam seu dono com as boas ou más influências, (criando sua própria realidade) e atraindo para ele muitas coisas que, ignorantemente, considerará como não tendo merecido.

Os segredos do som, não são tão secretos para os que buscam… Basta se abrir… Basta ouvir… E utilizar este conhecimento em prol de sua evolução. Tornando as teorias uma pratica do bem viver.

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Mas podemos perceber que, há muito tempo, a música tem sido usada para alterar vibrações (nos provocar emoções), principalmente na Arte do cinema.

Lembrem-se de alguma cena emocionante de algum filme, se retirássemos a música daquele momento sublime, triste, alegre, romântico, dramático, misterioso, de ação ou aventura vertiginosa, restaria uma imagem quase que sem emoção alguma e que diminuiria a intensidade da mensagem a ser passada.

Ou nas situações do dia-a-dia muitas vezes podemos reconhecer quem está bem ou não pelo tom de voz.

O conhecimento está em todo lugar, a Arte é uma das formas mais saborosas de absorver conhecimento e de compartilhá-lo.

Quer um exemplo?

Você já assistiu o filme August Rush [O som do Coração]?

Este filme atual aborda, através da sétima arte, todos os pensamentos explanados aqui.

O som é a origem da forma, toda forma ou substância tem seu próprio som. Ter a capacidade de entrar em contato com isto, mesmo que de forma inconsciente, através da inspiração e sensibilidade é um talento, um dom musical. Muitas pessoas tem este dom, em suas diversas intensidades e fluidez.

Mas ter a capacidade de sentir e ouvir o som original de toda forma e harmonizá-las em uma expressão musical é com certeza estar o próprio ser mais perto da divindade. É estar em tão íntimo contato com a criação e em comunhão com o criador que flui para a realidade como talento. É a sublimação do dom musical humano de criar. Talvez August Rush expresse com mais clareza o talento de muitos mestres da música que deixaram seu legado e talvez também de alguns que existem em nossa época.

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Observe algumas frases presentes no filme:

Freddie Highmore – Evan Taylort [August Rush]:

Ouça! Consegue ouvir?

A música?

Eu consigo ouví-la em qualquer lugar…

No vento… No ar… Na luz… Está ao nosso redor…

Agente precisa se abrir… Agente só… Precisa ouvir.

Ele seguiu a música com o único objetivo de encontrar seus pais e criou através da música toda sua história, toda sua busca por eles, todo seu desejo de encontrá-los, todo seu amor, as notas chaves que os atrairiam. Pois tudo que ele sentia através dos sons, ele já pressentia que eles existiam e que sua relação era de puro amor.

Robin Williams – “Wizard” [Mago]:

Você sabe o que é música?…

É um lembrete de Deus de que tem alguma coisa além de nós no universo… Ligação harmônica entre todos os seres vivos, em todo lugar… Até nas estrelas.

Sabe o que tem lá fora?

Uma série de tons maiores… É um arranjo da natureza governada pelas leis da física, do universo inteiro… Som harmônico, energia pra estar de acordo…

Esta personagem representa para mim o materialismo do dom musical, a perda de conexão da alma com o universo. Ele tem todas as percepções latentes que Evan tem, ele percebe isto no universo, porém perdeu sua ligação interna consigo mesmo, com a música, com Deus. Ele ama a música, mas perdeu seu amor próprio ao transformar a música em um meio de sobrevivência que parasita o talento dos outros. Ele percebe a sinfonia do universo, porém sua nota chave está destoando desta comunhão, ele perdeu sua conexão com sua própria alma. Enquanto que August Rush participa desta comunhão e a compartilha com todos através de seu dom, por que sua nota chave é uníssona com o universo e ele a expressa através do som do coração… O Amor.

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A maioria de nós é como o “Mago”, mas podemos ser como August Rush. Muito provavelmente não nos tornaríamos todos compositores, pois cada um tem seu talento latente e único e talvez ainda não descoberto, mas as possibilidades, quando se sabe que é o responsável pela realidade que nos cerca, é infinita e ilimitada.

Escolha suas músicas, escolha seus pensamentos, escolha suas palavras, seja o regente de sua vida.

Pois, tão importante quanto buscar respostas sobre nossa origem e a do universo é buscar maneiras de viver melhor agora.


Nosso Mundo

[Este texto foi inspirado em uma discussão na comunidade Caminho Espiritual, onde alguns membros trouxeram suas contribuições de textos como de Gil Mahadeva, de fontes de conhecimentos sobre Física Quântica, de fontes de suas crenças, de livros como "A descoberta do terceiro olho" (Vera Stanley Alder), "A Tradição do Yoga” (Georg Feuerstein) e de nossas próprias impressões e conclusões sobre o assunto. E claro, de minha busca pessoal no caminho espiritual e minhas percepções pessoais sobre o filme.]

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Nossas idéias mudam nossas vidas, a origem delas pode vir de dentro ou de fora, afinal o que importa… Somos Todos UM!
Tendemos a tentar fazer o melhor para nossa felicidade, mesmo que nosso subconsciente tenha programações negativas, é o que diz nossa consciência… “Quero o melhor!”.
Algumas vezes algo em nós pode ser desperto, por uma música, uma imagem, uma mensagem em um filme ou texto, uma pessoa que nos provoca algum sentimento… As idéias, os pensamentos, os sentimentos podem mudar e o que antes considerávamos o melhor, também muda para melhor.

Refletindo sobre o quanto este ano que está no fim me trouxe, posso afirmar que jamais tive tanta aprendizagem que mudaram minhas idéias para um melhor mais de encontro com a verdade de minha alma.

Uma de minhas mudanças, foi a respeito da espiritualidade, não é fácil colocar em palavras o que me ocorreu, vou tentar ser objetiva…

Aprendi sobre o orgulho espiritual.

Muitas pessoas, embora possa falar apenas sobre mim mesma, tem este orgulho. Sempre fui uma pessoa mística, de intuições, visões, pressentimentos, mediunidade ou como queira conceituar. Em contrapartida sempre fui muito questionadora buscando aliar a ciência e a razão como contribuintes da minha espiritualidade. Como resultado desta união de idéias, penso que jamais seria fanática por qualquer coisa, tudo o que sei sempre passou pela luz de um bom questionamento. Penso que tenho bom senso. Bem, pelo menos até que uma nova experiência me traga mais consciência.

Mas o orgulho espiritual se interpunha de forma sutil em minha visão sobre as coisas, [o véu de Maya], eram tantas crenças, nem todas ainda desfeitas, que não me atrevo a relata-las agora em toda sua amplitude.

Basta que eu comente alguns pontos que eu sabia mentalmente, racionalmente, porém não estavam ainda arraigados em meu coração.

Entendi que o meu caminho, é só o meu caminho e de mais ninguém, pois cada um tem sua forma, que não é melhor, nem pior, nem mesmo igual de evoluir.

Entendi que quanto mais conhecimento obtenho, mais tenho a plena certeza de que apenas o relembro, de que ele já estava em minha essência, que o conhecimento me trouxe o acesso a esta sabedoria, no momento em que eu era capaz de compreendê-la, não apenas racionalmente, mas de vivência-la como a pura verdade que é. E quanto mais sei, mais sinto que sou nada, não o nada pejorativo, mas o nada que faz parte de um todo, o nada que é essência de tudo e todos, o nada que não tem a personalidade humana limitante, ou seja, mais sinto que faço parte de algo maior e melhor que apenas é, é a essência, mais sinto que sou sem ser apenas eu… Eu Sou!

Antes, pensava que quanto maior fosse o conhecimento e consciência, teria uma personalidade mais forte e distinta… Não! O caminho espiritual tem me levado a descobrir que menos distinta sou de meus irmãos, que mais simples se torna minha personalidade, que mais me integro no todo sendo nada e assim sendo o melhor.

Em outro momento que considero significativo, fui presenteada com a indicação de um filme que me trouxe luz as lacunas obscurecidas de meu ser e trazendo a minha consciência a completude do que é a verdadeira liberdade. Os fragmentos se uniram e passo a cultivá-los.

Despojar-se é ser essência, é fazer parte de algo maior, é vivenciar Deus em nós e percebê-lo como essência de tudo e todos.

Tire suas próprias conclusões assistindo… La Belle Verte (“Turista Espacial” no Brasil), genial comédia francesa de ficção científica. Um filme que traz questionamentos sobre valores já tão intrínsecos em nós, que são quase imperceptíveis. Um filme que traz uma mensagem de simplicidade, desapego e liberdade, que pode estimular uma idéia bela e realmente construtiva para sua vida.

O ano termina e nunca antes fui tão grata a Deus por ter podido vivenciar toda a dor, toda a tristeza, [minha purificação] toda a felicidade e prazer [minha exaltação a Deus Pai e Mãe] que me proporcionaram dar mais um passo em direção a evolução infinita.

Quero que o ano novo seja tão cheio de mudanças positivas em todos os sentidos, como foi este que finda.

Quero desejar a todos um Feliz Ano Novo, repleto de descobertas e principalmente, auto descobertas.

Quero desejar-lhes um Ano Novo repleto de realizações positivas, com toda minha sinceridade pois se você for feliz eu também serei mais feliz, pois Todos Somos UM.

Aceite minha sugestão, assista este filme, pode ser que não te toque como a mim, mas pode ser que sim, dê-se a chance, pois se você está lendo meu texto é por que esta mensagem é pra você.

Deixo aqui uma pequena amostra:

(Diálogo do filme entre Mila (Coline Serreau), que veio de outro planeta, e é a personagem principal da trama e outra personagem, que não recordo o nome agora: La Belle Verte, de Coline Serreau (também diretora)

Mila: – Posso lhe pedir algo?
Mulher: -Sim, o que?
Mila: – Desculpe, posso ver o que tem na sua bolsa?
Mulher: -Na bolsa?…!! Claro!..
Mila: – Obrigada… Pergunto-me o que há de verdade!
Mulher: -Não tem problema… Pode olhar….

Mila: – (Chaves)… Isto é para abrir casas…
?

Mila: – E isto, o que é
?
Mulher: -Batom…
Mila: – Prá que serve
?
Mulher: -Pra colocar nos lábios… Assim…
Mila: – Nos lábios
?… é um remédio?
Mulher: -Não, é pra ficar bonita.
Mila: – Não diga
?…!
Mulher: -Sim, pra ficar sexy!
Mila: – Sexy
?
Mulher: -… Pra agradar.
Mila: – A quem
?
Mulher: -A todo mundo.
Mila: – Hmmm… Deve ser difícil!
Mulher: - É… Pra ser amada…
Mila: – Entendi, é um tipo de remédio para que todos te amem
?
Mulher: -Não, não exatamente…
Mila: – E se não colocar, ninguém a amará
?

Mila: – O que foi que eu disse
? Deixei-lhe triste?
Mulher: -Não… Não é nada…
Mila: – E isto
? O que é?
Mulher: -São fotos…(…)
Mila: – Ah! são os que você ama… E porque não usam batom?


La belle verte

La Belle Verte no You Tube


Feliz Ano Novo!

NAMASTÊ!

Natal renovacao-da-luz-interior

Há que se perceber que o Cristo é universal e não propriedade de qualquer que seja a religião.

Há que se perceber que ele nasceu e renasce pra todos e não apenas para os que se dizem cristãos.

Há que se perceber que ele veio não para ser adorado como um Deus, mas para ser seguido em seu exemplo de amor incondicional.

Há que se perceber que não importa se Papai Noel vem trazer presentes através do dinheiro ou da solidariedade, pois que ele, Jesus, nos trouxe o maior e melhor dos presentes, a semente que germina há mais de 2000 anos para nos despertar a consciência e o coração sobre o que é o Amor.

Há que se perceber de que o Amor não foi só uma mensagem a ser fortalecida em nossas mentes e expressada em palavras, mas um sentimento a ser fortalecido em nossos corações e praticado em nossas vidas.

Há que se perceber que cada um cuida de sua própria semente e a cultiva em seu próprio ser.

Há que se perceber que os frutos serão de todos.

Há que se perceber que o Natal não é apenas a celebração do nascimento do Cristo, mas a renovação da verdade, em cada um de nós, de que só o Amor importa.

Há que se perceber o Natal em nós, buscando e cultivando sua verdade todos os dias de nossas vidas.

Celebre o nascimento do Cristo!

Celebre sua própria renovação,junto de todos que ama, com toda a alegria.

Celebre sua própria renovação, com a humanidade, com toda a esperança de que o mundo melhora a cada dia.

Celebre sua própria renovação, consigo mesmo, com toda a fé de que Deus está em todos nós.

Celebre sua própria renovação com todo amor, em todos os níveis do seu ser.

Há que se perceber que Natal significa a renovação da luz interior na verdade do Cristo.

E então tenha um Feliz Natal hoje!

E então seja um FELIZ NATAL sempre!

Receitas de Nuvem

nuvens

Minha filha Júlia me perguntou: -O que é uma nuvem?

Dentro de meus conhecimentos sobre o assunto expliquei, e na explanação usei a palavra “condensado”.

Enquanto alguns tem suas definições científicas sobre nuvem e outros ainda não tem estas mesmas definições como definitivas, minha filha Júlia se pôs a liberdade criativa sobre as nuvens, o que interessa é que a palavra “condensado”, palavra saborosa, existe e a fez relacionar com algo doce e macio. Tudo a ver com nuvem!

Inspirada pelas nuvens, como tantas vezes fomos nós, ela não se ateve apenas a divagar, mas criou receitas que, em teoria, poderiam compor uma nuvem.


Nuvem Vermelha

nuvem-vermelha

Uma colher de gelatina sabor morango
Uma lata de leite condensado
Uma colher de leite
Modo de preparo:
Misture 60 minutos e leve a geladeira por 24 horas

Nuvem “Preta
nuvem "preta"

Uma clara batida em neve
Três colheres de leite condensado
Uma pitada de nescau
Modo de preparo:
Bata por 60 minutos, depois de batida leve a geladeira por 24 horas.

sorvete-de-nuvem

Devo avisar que estas receitas não foram testadas, mas a imaginação é livre e tem sentidos além dos 5 conhecidos.


despertar-1

Tobias – Junho/2008

E assim é, queridos amigos, nós ouvimos sua chamada. Ouvimos suas preces, sentimos sua dor, e conhecemos sua confusão. É por isso que trazemos essa mensagem a você. Ela seguiu seu caminho até você pelo vento. Ela achou seu caminho até você através de seu próprio processo – você pode chamá-la de Internet – através de um amigo que lhe deu isso, ou talvez ao que parece aleatoriamente, mas ouvimos sua chamada, sua prece. Chegamos para responder.

Eu sou Tobias do Círculo Carmesim, uma ordem angélica que está aqui para trabalhar com professores da consciência tanto na Terra quanto em outros reinos. Estou reunido hoje com seres angélicos que vem de um espaço de amor e compaixão para apoiá-lo e amá-lo.

Também trazemos essa mensagem de um grupo de anjos humanos. Eles estão na forma humana agora na Terra, mas são de fato anjos. Eles têm explorado a consciência e o Espírito e Deus por eras. Eles estão fisicamente incorporados nesse momento na Terra. Podem ser seus vizinhos, membros de sua família ou amigos, talvez pessoas que você sequer conheça. Mas eles estão na Terra agora servindo como um novo tipo de professor e como uma guia. Eles vêm explorando os reinos da nova consciência e da Nova Energia e todo o conceito “Eu Sou”, o qual significa Espírito, Deus integrado ao eu na Terra nesse momento.

Reunimos as energias dos anjos, do Espírito e desse grupo na Terra chamado Shaumbra para trazer essa mensagem em resposta ao seu chamado.

Você nesse momento está passando por um processo de despertar e é por isso que você recebeu esta carta. O processo de despertar pode ser muito desafiador, pode ser enganador e pode ser lindo, tudo ao mesmo tempo.


Você sabe que está passando por um processo de despertar espiritual quando você começa a questionar coisas que jamais havia questionado antes, coisas como autoridade e estrutura; quando você começa a questionar por que está aqui na Terra, qual o significado da vida, o que é que deveria estar fazendo agora.


Você sabe que está passando por um processo de despertar quando, nos momentos de quietude, talvez tarde da noite, você chama por Deus sem saber se há mesmo um Deus, pelo menos da velha maneira. Você chama por um ser mais elevado ou por um poder mais elevado em algum lugar lá fora. E você envia uma mensagem totalmente do seu coração, da parte mais verdadeira de seu ser – “Querido Espírito, querido Deus, estou pronto.” Você diz do fundo verdadeiro de seu ser, “Querido Espírito, querido Ser Eterno, quero fazer qualquer coisa mas não sei o quê”.

Você sabe que está passando por um processo de despertar quando todas as velhas crenças não parecem mais ser verdadeiras, e as coisas que você mantinha com tanto afeto agora parecem memórias do passado, coisas do passado. Você sabe que está passando por um processo de despertar quando as coisas que costumavam ser sonhos e objetivos e desejos do eu humano não têm mais importância, mas você não sabe o que importa.

Se você está ouvindo ou lendo isso, ou foi tocado de alguma maneira, estamos aqui para lhe dizer que você não está sozinho. Há seres angélicos em nosso lado que estão aí com você nesse momento – não em um futuro, não em algum lugar do passado que você não lembra bem – mas agora mesmo, nesse momento. E com um simples respirar, com sua simples respiração é aberta a porta para que nós cheguemos perto de você para te amar, e te lembrar de suas origens angélicas, deixando-o saber que temos um imenso amor e compaixão por você. Você não está só.

Com uma simples respiração nesse momento você permite o amor e a compaixão de dezenas de milhares e milhares de humanos nesse momento na Terra, que passaram ou estão passando por um processo similar ao seu – o despertar do Espírito. Eles sabem como é perder todas as coisas que eram queridas. Eles sabem o que é ter seus sistemas de crenças desafiados em todos os níveis. Eles sabem como é quando as coisas do mundo material que eram importantes de repente começam a se dissolver.

Eles sabem como é perder um relacionamento, ou pelo menos a ilusão de estar perdendo, de maneira que eles, e agora você pode começar a se relacionar consigo mesmo. Com uma simples respiração você pode se abrir e se permitir não estar mais sozinho.

Sabemos que tem sido difícil e desafiador, e nós sabemos bem que o que vem passando é muito cheio de emoção e, às vezes, muito dramático. Sabemos que você vem tentando descobrir o que é usando sua mente. Você vem usando sistemas, estruturas e métodos e até agora não encontrou as respostas. Você tentou analisar, mas é algo que não pode ser analisado. Pode ser apenas sentido e experimentado. Você passou, muitos de vocês passaram por aconselhamento – seja profissional ou com amigos – e você sabe em seu coração que os métodos e as palavras que eles lhe transmitem não estão verdadeiramente preenchendo esse profundo anseio interno de conhecer-se e de conhecer o Espírito em você.

Sabemos que às vezes você quer apenas desaparecer. Apenas evaporar. Não se trata de morrer, apenas sair da existência. Os desafios, a transformação, as mudanças podem ser demasiadas para o humano, para a mente, para o aspecto de você que tem uma espécie de venda nos olhos, que não vê quem realmente é. Pode ser demasiado e tão duro que você escolhe sair da existência.

Mas os anjos que estão agora aí com você e os anjos humanos de pé junto a você entendem sua jornada. Eles têm algumas mensagens pra você hoje, primeiro e, antes de mais nada é que você não está sozinho. Segundo, que o processo que você está passando é na verdade muito natural. Pode parecer confuso e você pode se sentir perdido, mas o que está fazendo é muito natural. Você está permitindo que a fachada humana e a ilusão de quem pensava ser se desvaneçam.

E enquanto se desvanecem, o que você começa a conhecer no nível mais profundo e amoroso é seu ser divino, você se reconhece como Deus também; vê a si mesmo como Espírito; você conhece a si como divino, não mais limitado a uma velha identidade humana, mas entendendo agora que é eterno, que você é grandioso e pode escolher sua própria realidade, até mesmo como viver na Terra agora.

Aqueles de nós reunidos agora a sua volta partilhamos com você que todas as respostas estão internamente. Elas não são encontradas com alguns gurus. Elas não se encontram com algum ser angélico, mas dentro de você. Viver nesse estado de dualidade como você vem fazendo, vivendo com o conceito de luz e escuridão, bom e mau, masculino e feminino, você até caiu num sistema de crença que diz que as respostas estão por aí em algum lugar… De fato elas estão dentro de você. Elas vêm do espaço interior mais verdadeiro e mais precioso, e elas pode ser descobertas no momento de quietude, no momento da respiração, no momento de aceitação de si mesmo.


Partilhamos com você que não há uma meta, não há um propósito, não há algum Deus no céu distante que esteja fazendo você passar por algum labirinto ou por um curso de obstáculos. Mas a realidade é que tudo em sua vida é de sua criação, é sua descoberta da beleza, sua descoberta das profundezas da realidade. Tudo que você está experimentando agora em sua vida é por sua escolha. Não há forças externas ou seres que estejam fazendo você passar por isso. Não há ninguém ditando o destino de sua vida. Você vai descobrir que tudo é por escolha sua.

Talvez uma parte de si mesmo muito profunda tenha desejado ter a experiência de passar pela vida como a conheceu até agora, mas entenda que você é quem a está criando. E quando você entende isso e toma posse de si mesmo, você começa a entender a beleza de sua jornada. Você passa a entender que não está perdido de maneira nenhuma.

Você apenas esteve profundamente imerso numa experiência tão cheia de riqueza, mesmo que dolorosa algumas vezes, mas que trouxe um novo significado e uma nova profundidade a sua alma.

Então nesse dia nesse momento, no despertar de seu eu verdadeiro, é hora de dizer adeus ao seu velho eu humano. Você vem tentando ficar agarrado nele, fazendo reparos e revivendo-o, e agora é o momento de dizer adeus a essa identidade humana, às crenças limitadas, ao velho caminho do carma, a velha progressão de vidas que o mantiveram nessa brincadeira de roda. É hora de dizer adeus a tudo isso.

Parte de você pode sentir tristeza. É uma morte da consciência, não uma morte do corpo físico, mas uma morte da consciência. Mas ao dar adeus ao velho eu, você também libera energias que estavam travadas ou feridas, energias que não lhe servem mais e não lhe serviram por muitas, muitas vidas.

Ao dizer adeus ao seu velho eu humano, você descobre uma nova liberdade. É como tirar um terno ou uma armadura de que não se precisa mais. Ao liberar o velho aspecto do eu, você cria agora espaço dentro de você para a entrada do eu maior, o eu divino, seu eu angélico que vem pacientemente esperando com suas asas fechadas, esperando você terminar de jogar esse maravilhoso jogo ou experiência, esperando você fazer a escolha e convidar a entrar agora nessa realidade seu eu verdadeiro, o eu divino.

Quando você diz adeus ao seu eu humano surgem questões de medo, de morte e de perder o controle. Mas, queridos amigos, todas elas são ilusões. Quando você libera quem achava que você fosse, você dá espaço para ser tudo que você realmente é. Nesse momento há um sentimento em você de que se você liberar vai cair num tipo de abismo escuro e eterno e jamais voltará, jamais será achado, talvez até mesmo fique vagando perdido através das dimensões e universos.

Mas esse grupo de anjos nesse momento com você e o grupo de humanos com você, todos eles passaram pela experiência e todos entendem que quando você libera quem pensava ser, quando você confia em si mesmo no mais íntimo, no nível mais bonito, você descobre quem você realmente é.
Essa escolha é sua, é claro. Depende de você. Mas você nos chamou, rezou, pediu respostas e é por isso que aparecemos hoje.

No despertar de seu verdadeiro eu, você também dá adeus a Terra como a conheceu até então. Muitos chamam a Terra de “Gaia”, a terra, a água, o céu. Gaia é um espírito que cuidou da Terra, que vem alimentando a Terra, todos seus elementos, todos seus animais e todas as suas florestas desde o início dos tempos da Terra. No seu despertar e liberação e no adeus a Gaia, você entende que não é responsabilidade de outro espírito cuidar da Terra. É sua responsabilidade ser parte dela, Terra.

O espírito Gaia aos poucos, lentamente está partindo de maneira que você, todos os outros humanos tomem a si a responsabilidade pela água que você bebe, pela terra por onde caminha, pelo céu que vê com seus olhos, por toda a vida vegetal e animal. Que experiência linda e abençoada é agradecer Gaia por tudo que ela fez, dar adeus a ela e agora aceitar para si mesmo a responsabilidade pelo planeta.


No despertar por que passa agora, é também tempo de dar adeus a consciência humana como a conheceu. Você jamais será o mesmo novamente. Recentemente a Terra entrou numa nova era e numa nova esfera. Nós chamamos a nova consciência ou a Nova Energia. Nessa nova consciência todas as coisas mudam. A Terra, a consciência humana e os humanos estão evoluindo nesse momento. A mudança que você vê fora de você pode parecer caótica. Pode parecer que as coisas estão se desenrolando, tudo caindo em pedaços. Pode parecer que há carência de bens essenciais. Pode parecer que as coisas estão constantemente no limite.

É hora de liberar isso também porque a humanidade está passando por um incrível processo de transformação. Está passando por importantes mudanças e, o que parece ser falta de combustível e petróleo, é mais novos desenvolvimentos em tecnologia e novas fontes de energia. Ao invés do velho combustível fóssil, a descoberta de novo combustível. O que parecer ser carência de alimentos é realmente sobre olhar como cuidar da biologia de uma nova maneira, como alimentá-la de uma nova maneira, como criar as plantações de uma maneira nova, natural e eficiente.

Mudanças nos governos, mudanças na política tudo é parte do processo. É fácil ficar com medo e se preocupar sobre o que vai acontecer ao mundo nesse momento, mas esse grupo de anjos e esse grupo de humanos, eles sabem que é apenas evolução. Eles sabem que a mudança pode parecer caótica, mas a lei natural da evolução e da expansão está em andamento nesse instante, e você está participando dela.

Trata-se de dizer adeus ao mundo como você o conheceu mesmo em termos de finança, prosperidade e riqueza. Por, ah …Tantos e tantos anos na Terra a riqueza, o poder, o dinheiro foram centralizados em tão poucos lugares e mantidos por tão poucas pessoas ou consolidados em tão poucos países. Na nova consciência esse desequilíbrio não funciona mais. Então a riqueza, mesmo o equilíbrio do que vocês chamariam poder, é redistribuída. Isso não significa que alguém ganha menos, significa apenas que os que estão atrás agora se nivelam.


O mundo não está se acabando, o mundo está evoluindo. O mundo está redistribuindo. O mundo está se tornando mais equilibrado e justo.
No processo de despertar as coisas podem parecer obscuras. As coisas podem parecer ser do mal. As coisas podem parecer muito confusas, mas estamos aqui para lhe dizer que é apenas evolução. O mundo vai continuar. A Nova Energia vai entrar.

O novo entendimento da ciência e da matemática, o entendimento na tecnologia e na educação, tudo está chegando agora mesmo.

O processo de despertar pode ser solitário porque se trata da redescoberta de quem você é sem ter os outros para te dizer isso, sem ter o sistema de crenças dos outros para dar forma e criar sua vida. Sabemos que você vem passando por uma parte de sua vida muito triste, muito obscura e solitária, sentindo-se muito perdido e confuso, como se ninguém o ouvisse. Mas esses seres angélicos e esses seres humanos querem que saiba que nós o ouvimos. Sabemos quem você é. Sabemos o que vem passando. E queremos que você saiba que jamais está sozinho.

Seu processo de despertar vai continuar a se revelar e nesse processo você vai ver toda a sua beleza. Você vai ver como você enquanto um ser divino na verdade planejou tudo para si mesmo. Você vai ver o medo ir embora. Vai ver as ilusões da dualidade partirem e serem substituídas pelo conhecimento da unidade.

Trazemos a você hoje essa mensagem dos anjos, dos humanos e todos os que estão passando pelo processo de despertar, mensagem de que você jamais está sozinho.

E assim é.”

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Há muito, muito tempo atrás, no topo de uma árvore bem alta, no meio da floresta vivia uma família de macacos. Era composta pela mãe, o pai, duas filhas e um filho. As duas macaquinhas eram obedientes e ouviam os conselhos da mamãe macaca: como se balançar na cauda; como se pendurar nos galhos finos onde nenhum animal perigoso pudesse atacá-las sob o risco de cair do galho; como distinguir os frutos comestíveis dos venenosos. E como pentear os pêlos com as unhas para que suas costas ficassem macias e limpas.

Mas o filho não ouvia a mãe, pois julgáva-se o macaco mais esperto da floresta. Ele se achava muito importante para brincar com as irmãs e costumava dar seus passeios sozinho pela copa das árvores.

Um dia, no meio da floresta, encontrou uma grande clareira onde viviam vários homens. Ele pensou que se tratasse de uma espécie real de macacos, da qual nunca ouvira falar, e disse a si mesmo: ‘Esses são os companheiros que estão à minha altura. Tentarei ser exatamente como eles’.

Ele notou que os outros não tinham cauda; então, colocou a sua sobre o braço como se estivesse carregando alguma coisa. Mas, como estava acostumado a usá-la para se locomover toda hora caía das árvores e batia em alguma coisa. Entretanto, não aprendeu nada com essa experiência. Ele viu também que os seres humanos não tinham pêlo no corpo, e tentou arrancar o seu para ficar mais parecido com eles. Mas sentiu tanta dor e a pele desnuda ficou tão fria, que ele parou de fazer isso.

Então, um dia, viu um dos homens sozinho na floresta. Aproximou-se dele e disse:

- Gostaria de me reunir a sua tribo de macacos.

O ser humano era um homem muito sábio, que conhecia o idioma dos macacos. Ele disse:

- Nós não somos macacos, somos homens.

- Bem, eu também quero ser homem – retrucou o macaquinho.

- Chegará um tempo – explicou o sábio – que todos os animais da floresta serão homens. Não seja impaciente. Quando sua hora chegar, você deixará a companhia dos macacos e conhecerá a solidão do homem. Aprenda tudo o que tiver para aprender como macaco, assim você se tornará sábio mais depressa. Pare de carregar sua cauda no braço! Se você não usar o que os deuses lhe deram, um dia lamentará sua falta!

O macaquinho ficou muito zangado, pois continuava pensando que os homens formavam uma tribo tão importante de macacos que se consideravam especiais demais para brincar com ele, exatamente como ele próprio se sentia em relação as suas irmãs. Deu umas respostas bem grosseiras para o sábio e se refugiou na floresta.

Certo dia, enquanto caminhava pela margem do rio – ainda carregando a cauda no braço -, viu um homem navegando em uma jangada, e disse a si mesmo:

‘Também posso fazer o mesmo; assim, finalmente, acreditarão que sou da mesma espécie de macacos que eles’. Viu na água o que pensou ser uma tora de madeira, e saltou sobre ela. A tora começou a se mover, e ele se sentiu muito importante.

De repente, a tora de madeira abriu dois olhos muito malvados e o encarou. Somente então ele se deu conta de que estava em cima de um crocodilo. Ficou tão assustado que saltou na água e começou a nadar bem depressa.

Quando estava prestes a alcançar a margem, o crocodilo mordeu sua cauda e a arrancou!

Enquanto voltava para casa, para perto de sua mãe, todo os macacos que ele desprezara apontavam para ele, riam e caçoavam dele. Ninguém teve pena dele, a não ser sua mãe, que, é claro, ainda o amava, apesar de ele estar horrível.

Pouco tempo depois, houve uma grande tempestade, e a árvore onde eles viviam começou a balançar tão violentamente que o pobre macaco, que não tinha cauda para se segurar, caiu dela de ponta cabeça e morreu.

Menos de um ano mais tarde, ele nasceu novamente da mesma mãe. Aprendeu a se balançar com a cauda mais depressa do que qualquer filhote jamais aprendera; e ouvia todos os conselhos de sua mãe; tornou-se o macaco mais simpático e amigável da floresta.

Afinal, ele havia aprendido que só se encontra a felicidade e a sabedoria quando se aprende a usar o que os sábios deuses nos dão.

História extraída do Romance “O Faraó Alado”

Joan Grant – Editora Pensamento

Upside down

Upside down

Jack Johnson

Composição: Jack Johnson

Who’s to say
what’s impossible?
Well they forgot
this world keeps spinning
And with each new day
I can feel a change in everything

And as the surface breaks reflections fade
But in some ways they remain the same
And as my mind begins to spread its wings
There’s no stopping in curiosity

I wanna turn the whole thing upside down
I’ll find the things they say just can’t be found
I’ll share this love I find with everyone
We’ll sing and dance to mother nature’s songs
I don’t want this feeling to go away

Who’s to say I can’t do everything?
Well I can try, and as I roll along I begin to find
Things aren’t always just what they seem

I want to turn the whole thing upside down
I’ll find the things they say just can’t be found
I’ll share this love I find with everyone
We’ll sing and dance to mother nature’s songs

This world keeps spinning
And there’s no time to waste
Well it all keeps spinning spinning
Round and round and upside down

Who’s to say what’s impossible and can’t be found?
I don’t want this feeling to go away

Please don’t go away
Please don’t go away
Please don’t go away

Is this how it’s supposed to be?
Is this how it’s supposed to be?

Upside down

(tradução)

“De Cabeça Pra Baixo”

Jack Johnson

Quem vai dizer o que é impossível?
Bem eles esqueceram que este mundo continua girando
E a cada novo dia eu posso sentir uma mudança em tudo

E enquanto a superfície quebra, reflexos enfraquecem
Mas de algum modo eles permanecem os mesmos
E à medida que minha mente começa a abrir suas asas,
Não há limites para a curiosidade

Eu quero virar a coisa toda de cabeça para baixo
Eu vou encontrar as coisas
que eles dizem que não podem ser encontradas
Eu compartilharei este amor
que eu encontro com todo mundo
Nós cantaremos e dançaremos às canções da mãe natureza
Eu não quero que este sentimento vá embora

Quem vai dizer que eu não posso fazer tudo
Bem eu posso tentar
E enquanto eu giro eu começo a descobrir
As coisas nem sempre são como parecem

Eu quero virar a coisa toda de cabeça para baixo
Eu vou encontrar as coisas
que eles dizem que não podem ser encontradas
Eu compartilharei este amor
que eu encontro com todo mundo
Nós cantaremos e dançaremos às canções de mãe natureza

Este mundo continua girando e não há tempo a desperdiçar
Bem tudo continua girando
girando em círculos e de ponta cabeça

Quem vai dizer o que é impossível
e não pode ser encontrado?
Eu não quero que este sentimento vá embora

Por favor não vá embora
Por favor não vá embora
Por favor não vá embora

É assim que deve ser?
É assim que deve ser?

Jack Johnson

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